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A ausência da Guarda Civil Municipal (GCM) no desfile realizado neste sábado (25) em Jequié chamou a atenção da população e trouxe à tona uma insatisfação antiga entre os integrantes da corporação. Segundo informações de membros da GCM, o motivo do não comparecimento seria o descaso do poder público municipal com a categoria, que há cinco anos aguarda a efetivação do Plano de Cargos e Salários prometido pela gestão.
De acordo com relatos de guardas municipais, a corporação enfrenta uma série de dificuldades estruturais e operacionais. Faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), o que obriga muitos profissionais a custear com recursos próprios os materiais necessários para exercer suas funções com segurança.
Além disso, há denúncias de falta de estrutura física adequada e de equipamentos básicos para o serviço diário, o que compromete o desempenho da Guarda e coloca em risco os próprios agentes.
“A situação chegou a um ponto insustentável. O guarda está tirando do bolso para trabalhar e manter o mínimo de dignidade para sustentar sua família”, afirmou um servidor que preferiu não se identificar.
Os guardas municipais ressaltam ainda que o trabalho da corporação é amplamente reconhecido pela população jequieense, especialmente pela atuação em ações de segurança pública, eventos e apoio a outras forças. No entanto, o sentimento é de desvalorização.
A categoria pede diálogo com o prefeito e aprovação urgente do Plano de Cargos e Salários, considerado essencial para garantir melhores condições de trabalho e estabilidade financeira às famílias dos servidores.
Enquanto isso, a ausência simbólica da GCM no desfile serviu como um ato silencioso de protesto, refletindo o clamor de uma categoria que segue comprometida com o serviço público, mas que exige respeito e reconhecimento.