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O Brasil não tem sabido lidar com o problema da corrupção e, consequentemente, tem perdido muito dinheiro para corruptos graças às prioridades elencadas na tomada de providências. A opinião é do presidente da Associação Nacional dos Procuradores de Estado (Anape), Marcello Terto e Silva, para quem as autoridades do país deveriam investir nos sistemas de prevenção às práticas de irregularidade na administração pública, e não concentrar esforços para recuperar o estrago. A Anape é uma das entidades parceiras do Diálogos Congresso em Foco 2, fórum de debates sobre os rumos do país a ser realizado neste mês de março, em Brasília.
Em tempos de Operação Lava Jato, e na iminência de uma nova leva de providências da Procuradoria-Geral da República, o procurador dá a receita. “A melhor forma de combater a corrupção é contê-la, e não buscando resgatar o dano que ela provocou – disso aí a gente recupera 5%, no máximo. A capacidade é muito limitada”, disse Marcello, para quem os órgãos de fiscalização precisam ter uma estrutura aprimorada e reforçada.
“Os órgãos de repressão já são muito mais bem estruturados dos que os órgãos de execução, de acompanhamento dessas políticas [de combate à corrupção], e de controle interno. A gente tem que mudar o foco”, acrescentou.
Fonte: Congresso em Foco.
