Com equipes distribuídas nos principais circuitos e pontos fixos estratégicos, o Plantão Integrado do Carnaval 2026 reúne uma das maiores equipes dos últimos anos, com profissionais capacitados para acolher denúncias, identificar situações de violação de direitos e promover conscientização durante todos os dias da folia. Com mais de 40 instituições e 200 profissionais mobilizados, o Plantão Integrado oferta suporte a crianças e adolescentes, pessoas idosas, mulheres, população LGBTQIAPN+, pessoas negras, pessoas com deficiência, consumidores/as, trabalhadores/as, vítimas de trabalho indigno e escravo, e outros grupos vulneráveis.
Realizado pelo 4º ano consecutivo pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) em parceria com a Pontos Diversos, o serviço é considerado o maior do estado em eventos populares e referência nacional na proteção e defesa de direitos durante grandes festas. Com mais de 40 instituições trabalhando em conjunto, incluindo órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil, o Plantão Integrado iniciou suas atividades o ontem, 12, com cerimônia de abertura na Biblioteca Pública dos Barris.
Até a próxima terça-feira (17), além dos pontos fixos estratégicos que estão instalados no Procon, na Avenida Carlos Gomes, no canteiro central da Avenida Centenário e na Estação de Metrô da Lapa, equipes volantes também transitam pelos circuitos realizando ações preventivas, identificando e registrando ocorrências de violações de direitos e encaminhando casos para atendimento especializado. Entre as novidades deste ano está a Patrulha Inclusiva, realizada em parceria com a Polícia Militar, para apoiar a circulação de pessoas com deficiência.
Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o Plantão consolida uma nova forma de organizar o Carnaval da Bahia. “Ao longo dos anos, nós temos criado uma nova maneira de fazer a festa, colocando no centro das preocupações do Governo do Estado os trabalhadores e trabalhadoras e aquelas pessoas que são vítimas de violência e discriminação”, afirmou o secretário na abertura das ações.
Ele destacou que grupos historicamente vulnerabilizados, como pessoas LGBT, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes e idosos, acabam mais expostos a situações de violência durante grandes eventos. “A gente vai consolidando esse jeito diferente de fazer a festa, afirmando que não é só um momento de diversão e alegria, mas também um espaço de afirmação de valores importantes, como a construção de uma sociedade justa e democrática”, pontuou.
Para a superintendente de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos, Trícia Calmon, o Plantão é resultado de um esforço contínuo de transformação das festas populares. “É um projeto especial para nós da SJDH, que tem a missão de transformar as festas populares em algo melhor de se viver”, ressalta Trícia, que destaca, também, como a iniciativa transcende disputas partidárias e exige articulação institucional. “É um projeto que transcende a política partidária, porque não podemos abrir mão de nenhuma das partes envolvidas na execução desse Plantão Integrado. Com cada área preservando sua missão e competência, conseguimos dar respostas a esse desafio”, explica.
Sociedade Civil Ativa - A coordenadora de atendimento do Plantão Integrado e uma das socio-fundadoras da Pontos Diversos, Natureza França, ressalta que a preparação das equipes começou antes da abertura oficial do Carnaval. Segundo ela, o atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogas, advogadas e assistentes sociais, capacitadas para lidar com situações sensíveis. “A preparação é muito humanizada. A gente trabalha com questões delicadas, mas dentro de uma festa de alegria. É preciso equilibrar essa alegria com cuidado e sensibilidade para o público vulnerabilizado”, pontua.
Natureza destaca que o Plantão chega ao quarto ano consecutivo de atuação no Carnaval e que toda a equipe passou por um processo de integração para atuar de forma ampla. “É para garantir que essas pessoas sintam que a festa é também para elas. Porque é direito de todas as pessoas viver o Carnaval, e viver com uma experiência positiva, como a de qualquer outra pessoa”, conclui.
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