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Mesmo não havendo sessão devido a ausência de alguns vereadores, o presidente daquela casa de Leis [vereador Tinho], respeitou ao agendamento da Tribuna Livre, espaço que na tarde de hoje (29) foi usado pela professora Caroline Moraes, presidente da APLB Sindicado - Apromuje, para apresentar aos edis presentes, professores e membros da sociedade jequieense, as angustias e dificuldades que os profissionais da educação vem enfrentando frente a luta pela valorização da categoria e humanização da rede oferecendo condições de igualdade. Os vereadores Joaquim Caires, Fiim, Colorido, Chico de Alfredo, Marcinho, Guina, Laninha, Ivan do Leite e Beto de Lalá, receberam um dossiê detalhando o descaso da gestão com a educação da rede municipal de ensino, além de expor detalhes sobre a lentidão nas reformas de escolas da rede, situação essa que vem promovendo perda na qualidade do ensino o que inevitavelmente comprometerá o ano, considerando que a secretaria de educação trabalha com seis calendários letivos. Um professor da rede pública de ensino disse ao Jequié News, que a atitude da APLB contempla e responde aos anseios e angustias da sociedade civil em rol da educação de Jequié. Uma das preocupações da APLB, das associações que militam na educação é que a reforma que se fizer necessária seja iniciada entre outubro e novembro, período que compreende o fim do ano letivo e não como aconteceu esse ano que tal ação só teve inicio em janeiro, impedindo o inicio das aulas como foi o caso do Centro Educacional Presidente Médici, localizado no bairro Joaquim Romão, obrigando a abertura de um calendário especial para a unidade de ensino, com sábados letivos que na maioria das vezes não funcionam, gerando sofrimento para os alunos, seus familiares e para os professores. Salientando que mesmo diante de toda essa problemática a prefeitura acaba lucrando, pois não precisa investir recurso na compra de merenda, não gasta com o transporte, além de não contratar mão de obra terceirizada (cooperados), nem material de limpeza, que aliás já vem faltando em algumas escolas. Sem levar em consideração a lacuna que deixa no processo ensino/aprendizagem provocada pela ociosidade dos alunos que são obrigados a aguardar em casa na maioria das vezes sem nenhum contato com materiais educativos que contribuam para elevação do seu capital cultural.
