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Há cerca de duas semanas, o jurista Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), passava os olhos por revistas em uma banca de Brasília, acompanhando por sua esposa, Rita de Cássia, certamente sem qualquer preocupação com o mundo das leis. Era um domingo chuvoso, e a capital federal se encaminhava para o fim de mais um ano de maneira típica. Após a abordagem cuidadosa da reportagem, o ex-ministro sorri, devolve o cumprimento e, dali a alguns instantes, recita uma frase que diz ter proferido recentemente a uma das autoridades da República.
“O jurista que mora em mim encontrou o poeta que também vive em mim e lhe disse: ‘Conheço você de algum lugar’. ‘Claro’, respondeu o poeta. ‘Eu vi você nascer’ …”, disse o sergipano de Propriá, com a leveza de quem não mais é obrigado a usar a toga preta do Supremo.
Aos 75 anos, Ayres Britto mantém otimismo em meio à quase ruína institucional que acometeu o país depois das eleições de 2014.
Fonte: Congresso em Foco.
