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Segunda-feira, 28 de Setembro 2026
Britto rompe silencio, critica Gameleira, emissora de rádio e nega que tenha cometido crime na Lava jato
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Britto rompe silencio, critica Gameleira, emissora de rádio e nega que tenha cometido crime na Lava jato

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Foto: Zenilton Meira
Depois de meses evitando falar sobre a acusação de envolvimento na Lava-Jato, o deputado Roberto Britto (PP-BA) rompeu o silencio e numa entrevista ao “Programa Livre”, da rádio 93 FM, de Jequié, negou que tenha cometido crime ao receber recursos empresarial para sua campanha eleitoral.

“Não cometi crimes. Nunca pedi recursos a essas empresas (Jaraguá e Queiroz Galvão). As empresas doaram para a minha campanha através da direção nacional do meu partido. A doação empresarial era legal. Recebi e declarei à Justiça Eleitoral. Não verão imagens ou mensagens minhas pedindo ou defendendo ilegalidades”, afirmou Roberto Britto durante a entrevista.  

Ao abordar a possiblidade de o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, que quer transformá-lo em réu, Britto disse que se isto ocorrer, terá a chance de provar sua inocência. “Será uma oportunidade de provar que nada fiz de ilegal. Ninguém sabia que as empresas usavam recursos ilegais para as campanhas, nem existia a Lava Jato. Tanto que quase todos tiveram ajuda das empresas que estão sendo investigadas. Se não cometi crime, não posso ser condenado”. O processo que envolve o parlamentar baiano está no Supremo, com ministro Teori Zavascki, relator.

Para o prefeito interino, Sergio da Gameleira, Roberto Britto reservou um tom mais duro. Cobrou responsabilidade e coerência “Ele mente, revela falta de responsabilidade e renega o que pregava”. Cita como exemplo o desprezo pela contração de professores concursados. Segundo ele, a ausência de professores está na origem da a ação que provocou o afastamento da prefeita”. Ele apoiou a ação. Agora, mesmo faltando professores, contrata servidores para setores menos traumáticos”, denuncia.

Britto acusa o prefeito interino de usar recursos aéticos para divulgar seu trabalho. “Dias atrás o prefeito assumiu a paternidade de uma creche com menos de 8 dias de gestão. Todos sabiam que a dra. Tania conduziu todo o processo e a obra estava prestes a ser inaugurada. A praça do Viveiro é outro exemplo. Os recursos foram obtidos junto ao Ministério dos Esportes, tudo estava pronto. A praça Luiz Viana, foi um compromisso meu com os artesãos. Na gestão de Tania, coloquei uma emenda, a prefeitura fez uma licitação, vencida pelo arquiteto Carlos Gonçalves e já anunciam como coisa dele. Eu fico impressionado com a capacidade de gestão assumir obras que não lhes pertencem”.

Apontado como um dos integrantes da sociedade que viabilizou a aquisição da rádio Cidade Sol FM, Roberto Britto não vê motivos para comemorar o papel da emissora na formação da consciência crítica da população. Ele revelou que na gestão da prefeita Tânia, a emissora era uma crítica dura da administração. “Agora silencia, como se todos os problemas que atingem a população tivessem sido resolvidos. Quando o prefeito assumiu vários quadros da emissora foram contratados. Inclusive, um dos donos. A rádio faz uma “imprensa marrom, partidarizada, antidemocrática. Virou uma extensão dos interesses do prefeito”, acusa ele.


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