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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Delator da Lava Jato é preso em operação contra lavagem de dinheiro de tráfico internacional de drogas
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Delator da Lava Jato é preso em operação contra lavagem de dinheiro de tráfico internacional de drogas

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A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta terça-feira (15) Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, delator da Lava Jato. Ele e outras sete pessoas foram presos em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.
Ceará atuava na Lava Jato com o doleiro Alberto Youssef, e firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF disse que vai avisar as duas instituições para que avaliem a rescisão do acordo. Ceará foi preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, em João Pessoa (PB). Os políticos Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues foram delatados por Ceará.
Outros doleiros
Além dele, outros dois operadores financeiros agem no esquema investigado pela Operação Efeito Dominó, deflagrada nesta terça.
Um deles, Edmundo Gurgel Junior, foi investigado pela PF no caso Banestado, na Operação Farol da Colina, segundo a Polícia Federal. Ele também foi alvo de prisão preventiva, no Recife (PE).
O outro doleiro preso é José Maria Gomes. A prisão dele é temporária e ocorreu no Rio de Janeiro (RJ). Todos os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.
Batizada de Efeito Dominó, a ação é um desdobramento da Operação Spectrum, deflagrada em 2017. Na ocasião, Luiz Carlos da Rocha – o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a PF – foi preso em Sorriso (MT).
De acordo com a PF, a investigação policial apontou uma "complexa e organizada estrutura" destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes. A estratégia da operação, conforme a PF, é baseda na ligação de interesses das atividades ilícitias dos "clientes dos doleiros" investigados. De um lado, havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas, segundo a PF. Do outro, de acordo com a PF, traficantes internacionais como – Cabeça Branca – tinham disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para fazer as transações internacionais com fornecedores de cocaína."
Fonte: G1.

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