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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Em sua 39ª fase, Lava Jato prende ex-gerente da Petrobras
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Em sua 39ª fase, Lava Jato prende ex-gerente da Petrobras

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28), a 39ª fase da Operação Lava Jato. Entre os mandados expedidos pelo juiz Sérgio Moro há um de prisão preventiva contra Roberto Gonçalves, ex-gerente da Petrobras, que foi preso em Boa Vista, Roraima. Roberto Gonçalves sucedeu Pedro Barusco na área de serviços da Petrobras. Além da prisão preventiva, a PF cumpriu outros mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
De acordo com a PF, a investigação apura a responsabilidade criminal do ex-executivo da Petrobras, apontado como beneficiário de diversos pagamentos em contas clandestinas no exterior, feitos por empreiteiras. As investigações apontaram que Roberto Gonçalves usava offshores na China e nas Bahamas para dissipar valores de propina recebidas.
O ex-gerente da Petrobras já foi preso temporariamente na Lava Jato, em novembro de 2015. Na época, Gonçalves negou ter contas no exterior. No entanto, a investigação recebeu documentos das autoridades suíças que, de acordo com o Ministério Público do Paraná, mostram que ele teria contas no país para ocultar o recebimento de propina. O ex-gerente deve ser transferido para Curitiba (PR) ainda nesta terça-feira (28). Ele é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Batizada de Operação Paralelo, a investigação, conforme informações da PF, apura a atuação de operadores no mercado financeiro em benefício de investigados na Lava Jato. “A atuação teria se dado no âmbito de uma corretora de valores que é suspeita de ter realizado a movimentação de recursos de origem ilícita para viabilizar pagamentos indevidos de funcionários e executivos da Petrobras”, informou a PF, por meio de nota.
De acordo com a PF, o nome da operação é uma simples alusão à atuação clandestina nos órgãos de controles oficiais do mercado financeiro por parte dos investigados.
No dia 23 de fevereiro, a operação entrou em sua 38ª, a Blackout, que investiga o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante dez anos. Foram presos, dias depois, os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, suspeitos de facilitar o pagamento de propinas. Entre os beneficiários desse esquema de corrupção, segundo o Ministério Público Federal, estão senadores peemedebistas. Por terem foro privilegiado, seus nomes não foram divulgados.
Fonte: Congresso em Foco/Com informações da Agência Brasil



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