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O estado ainda contabiliza as vítimas das chuvas que castigam diversas regiões desde o início do mês, mas, só em Riachão do Jacuípe (a 183 km da capital, na região sisaleira), cerca de quatro mil pessoas etão desabrigadas e desalojadas.
As 600 famílias estão sendo amparadass emergencialmente por grupos de religiosos, pela prefeitura local e a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) do governo estadual. "Hoje (segunda-feira), estamos focados na limpeza das ruas e casas onde a água já baixou", disse a prefeita Tânia Matos. Segundo ela, a parceria com instituições tem garantido três refeições diárias para as vítimas.
Ela disse que uma equipe de técnicos da Sudec chegou no sábado e aguarda decreto estadual reconhecendo a situação de emergência, medida já adotada em nível municipal. "Decretamos já na primeira enchente, ocorrida na noite de 6 para 7 de janeiro, ironicamente quando nos preparávamos para declarar emergência por conta da seca", lembrou.
Até esta segunda, o estado mantinha decretos de emergência para Jaguaquara e Cipó. A Sudec tinha avaliado a situação em Santa Maria da Vitoria, São Félix do Coribe, Bom Jesus da Lapa e Santa Rita de Cassia, no oeste. Cotegipe, Jeremoabo e Mundo Novo também pediram visitas técnicas do órgão.
Uma rede de voluntários e doações para os desabrigados têm sido importantes para atender as vítimas. "Já recebemos muita roupa e ainda precisamos de comida, colchões, cobertores, produtos de higiene pessoal e de limpeza", apontou uma das voluntárias, Rosângela Rios.
O padre Alessandro Mendonça Nonato destacou que as doações começaram a chegar logo que a enchente foi divulgada. "Recebemos de todas as paróquias vizinhas e de outras regiões. Muito importante este sentimento de ajudar o próximo", destacou o religioso.
Chefe de recursos humanos de uma empresa em Riachão do Jacuípe, Cândido Soares foi dispensado pela empresa esses dias para trabalhar como um dos coordenadores do trabalho voluntário na cidade.
Ele revelou que, para facilitar, foram criadas diversas equipes que atuam em várias frentes de trabalho. Também foram adaptados dois locais para preparar as refeições dos desabrigados alojados em colégios, no Centro de Voluntários da Igreja Católica e no ginásio de esportes municipal.
Dentro da mesma proposta de colaborar com as pessoas desabrigadas, também as dioceses de Barreiras e Bom Jesus da Lapa estão mobilizadas. Conforme o bispo de Barreiras, dom Josafá Menezes da Silva, as doações podem ser entregues em secretarias paroquiais e nas igrejas, que serão direcionadas aos moradores da região oeste que foram atingidos pelas chuvas.
A Tarde
