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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Ipiaú: Servidor da prefeitura e funcionária do SineBahia estão entre os presos pela PF
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Ipiaú: Servidor da prefeitura e funcionária do SineBahia estão entre os presos pela PF

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A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos suspeitos presos na Operação Melaço, realizada na manhã dessa quarta-feira (23) em Ipiaú, Ibirataia, Valença, Prado, Itamaraju, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. A ação ocorreu em conjunto com o Ministério Público Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e da Polícia Militar. Em Ipiaú, segundo informou um policial militar que também participou da operação, ao menos cinco foram presos, entre eles um servidor da prefeitura municipal, identificado como Gean César e a funcionária do SineBahia, Juvanete Nascimento de Souza. Uma mulher identificada pelo prenome de Alessandra, moradora da Avenida São Salvador, também foi presa. Outros dois suspeitos conseguiram fugir. Em Ibirataia, dois acusados teriam sidos levados pela PF para o Presídio de Jequié. A reportagem do GIRO tentou contato com a Superintendência da Polícia Federal em Salvador, mas o órgão ainda não divulgou os nomes dos presos na operação. Conforme a PF, a organização fazia apenas o recolhimento do FGTS, que em seguida era sacado em razão de rescisão sem justa causa.
A investigação apurou que foram inseridos mais de seis mil vínculos empregatícios falsos em pelo menos 236 empresas utilizadas nas fraudes. Praticamente em todos os casos, houve requerimento de seguro-desemprego. De acordo com levantamento preliminar da polícia, foram gastos mais de R$ 17 milhões em pagamentos de seguro-desemprego com suspeita de fraude. Só em Ipiaú e Ibirataia, o prejuízo teria sido de mais de R$ 8 milhões.  Segundo a investigação, a organização criminosa contava com a participação de técnicos em contabilidade, aliciadores e atendentes do Sine Bahia, que atuavam de forma coordenada há mais de 10 anos. Os aliciadores recrutavam indivíduos dispostos a ceder seus documentos, como carteira de trabalho e cartão cidadão. Os técnicos em contabilidade inseriam contratos de trabalho retroativos, normalmente de um ano, nas carteiras de trabalho e no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para essas pessoas em empresas geralmente inativas ou constituídas em nome de “laranjas”. Então eram forjadas as rescisões dos falsos vínculos laborais, e requeridos os benefícios de seguro-desemprego e previdenciários. (Giro Ipiaú)


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