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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (12), requerimento do senador Otto Alencar (PSD-BA), para que o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, explique o bloqueio do empréstimo de R$ 600 milhões para o Governo do Estado, apesar de a liberação ter sido autorizada e publicada no Diário Oficial, no último dia 22 de agosto.
"Os compromissos políticos do governo devem ser cumpridos rigorosamente. Tenho uma tradição de educação familiar de me comprometer a fazer uma coisa e por maior que seja pesado o fardo que tenho que carregar, tendo empenhado a palavra, eu tenho que cumprir a palavra acima de tudo", afirmou o senador no pedido de abertura do inquérito, fazendo referência a "falta de palavra" do presidente da República Michel Temer (PMDB).
"Nós aprovamos. Eu aprovei com o meu voto a lei de renegociação das dívidas do Estado. A Bahia não teve nenhuma vantagem nessa renegociação, a Bahia não precisava da renegociação. A Bahia tem débito de R$ 5 bilhões com a União, São Paulo tem R$ 220, Rio de Janeiro R$ 102 bi, Minas R$ 79 bi...todos os estados beneficiados. E os estados que não foram beneficiados tiveram um compromisso em reunião com o presidente de terem através do Banco do Brasil um empréstimo para investir na educação, saúde e infraestrutura", acrescentou.
O senador ainda reafirmou que Temer tem cedido a uma "pressão do partido DEM e de de outros partidos que fazem oposição ao governo da Bahia". "Eu quero registrar aqui que o prefeito do município de Lapão, Ricardo Rodrigues, foi abordado pelo deputado Arthur Maia (PPS/BA) e o deputado disse: não vamos permitir a liberação para os recursos pra Bahia porque se liberar nós rompemos com o governo", disse.
Fonte: Metro 1.
