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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que se a ex-presidente Dilma Rousseff cometeu um erro, foi o de conferir isenções bilionárias a empresas para manter a política de inclusão social e criar empregos, negando que sua sucessora ou o PT tenham "quebrado" o país.
Lula, que não assumiu uma candidatura à Presidência da República nas próximas eleições, mas num ato falho chegou a referir-se a si mesmo como "candidato", defendeu as conquistas de seu governo e de Dilma e prometeu, à plateia que o ouvia no 33º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, "rodar" o país.
O ex-presidente aproveitou a fala, muitas vezes interrompidas por gritos de "Lula presidente", para voltar a defender a possibilidade de novas eleições ainda neste ano, acrescentando que só terá "credibilidade" para resgatar o país aquele que sair das urnas.
"Não podemos aceitar é eles tentarem provar que nós quebramos o país. Quando eles falam que a Dilma fez gastança demais, e não aparece um empresário para defender a Dilma, eles deveriam ter coragem de dizer que o grande equívoco da companheira Dilma foi fazer desoneração de quase 500 bilhões de reais em quatro anos para manter a política de geração de empregos", disse Lula.
"A Dilma fez isso para manter o pagamento da inclusão social, para fazer subsídio para o Minha Casa, Minha Vida", afirmou, acrescentando que "quem quebrou o país, na verdade, foram os golpistas".
