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Terça-feira, 29 de Setembro 2026
Renan ataca Janot, reclama de excessos do MP e crítica “janotas de gabinete”
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Renan ataca Janot, reclama de excessos do MP e crítica “janotas de gabinete”

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Ex-presidente do Senado e ex-líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL) voltou à tribuna do plenário para atacar desafetos nesta quinta-feira (31). Como tem feito pontualmente, de acordo com a ocasião, o cacique peemedebista, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e um dos campeões de inquéritos (17, três dos quais na Operação Lava Jato) aproveitou o palco esvaziado das decisões legislativas e passou a desferir ataques ao Ministério Público Federal (MPF) e ao seu chefe, Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Sobrou até para a equipe que auxilia Janot nas investigações movidas contra autoridades com foro privilegiado, caso do próprio Renan.
Em cerca de uma hora de discurso, o senador – hoje, formalmente na condição de oposição ao governo Temer – leu texto para reclamar dos procedimentos investigatórios do Ministério Público e da “espetacularização” de algumas ações conduzidas pelo procurador-geral. Para Renan, a classe política tem sido vítima da “covardia” de agentes da lei.
“A representação popular, base sagrada da democracia, a despeito do ímpeto, das agressões e das anomalias verificadas nos dias de hoje, é inconciliável com a covardia. A propósito, não é o ranger de dentes de alguns poucos janotas de gabinete que assustam aqueles que enfrentaram os verdadeiros anos de chumbo, quando pessoas eram retiradas à força de suas casas, torturadas e desapareciam para sempre nos porões do Cenimar ou do DOI-­Codi”, fustigou Renan, referindo-se a aparelhos da repressão militar (1964-1985).
A atual composição do Ministério Público, acrescenta Renan, tem a conivência de setores do Judiciário nos excessos que diz ver contra membros do Legislativo. “O tempo passou e hoje existem técnicas especiais de investigação, tais como escutas telefônicas, intercepção telemática, ação controlada, afastamento dos sigilos fiscal e bancário e até infiltração de agentes. No entanto, a investigação será realmente bem sucedida se o procedimento respeitar as garantias constitucionais e o Estado democrático de direito. Apurar e punir com correção e equilíbrio é do interesse de todos. Por isso mesmo, é imensa a responsabilidade dos órgãos de persecução penal, que devem atuar sem vaidade, sem disputas internas e sem espírito de emulação”, ponderou.

Fonte: Congresso em Foco. 

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