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Após as notícias de quinta-feira 26 de que duas adolescentes foram vítimas de estupros coletivos, no Rio de Janeiro e no Piauí, representantes de movimentos sociais, movimentos feministas, artistas, parlamentares e entidades pró-direitos humanos lançaram uma campanha nas redes sociais contra a cultura do estupro. A ideia é que até o fim de junho, internautas publiquem vídeos nas redes sociais dizendo não à violência contra a mulher, usando as hashtags #EstuproNuncaMais e #PeloFimDaCulturaDoEstupro. Ainda na quinta, em menos de 1h, a campanha havia alcançado o primeiro lugar entre as mais citadas no Twitter Brasil e terceiro lugar mundial. Centenas de pessoas mudaram suas fotos no Facebook, aderindo ao avatar “Eu luto pelo fim da cultura do estupro”.
Para Carlos André, diretor do Sintracal, é a velha tentativa de querer responsabilizar a vítima pelo crime. Afinal, se ela já tinha feito sexo em grupo, frequentava os bailes funks e não se vestia “decentemente”, o estupro estaria praticamente justificado. “É bom lembrar que há muito pouco tempo livramos os nossos tribunais do argumento da “legítima defesa da honra” que permitiu o assassinato de muitas mulheres. Sempre surge, no final, a pergunta: ‘mas o que ela fez para merecer isso?’ ”, disse indignado.
A Presidenta do Sintracal, Jeane Costa, conclama todos os trabalhadores e trabalhadoras a se unirem no combate a todas as formas de violência. “Declaramos apoio ao coletivo de feministas de todo o Brasil e a elas nos unimos para denunciarmos a cultura do estupro e estimular a sociedade brasileira a combatê-la em suas múltiplas dimensões”, finalizou. * Ascom/Sintracal.
