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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
MPBA ACIONA MUNICÍPIO DE LAJE PARA GARANTIR REESTRUTURAÇÃO DO CONSELHO TUTELAR

Justiça

MPBA ACIONA MUNICÍPIO DE LAJE PARA GARANTIR REESTRUTURAÇÃO DO CONSELHO TUTELAR

Entre os problemas identificados estão a ausência de salas reservadas para atendimento individualizado de crianças e adolescentes

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O Ministério Público da Bahia ajuizou no último dia 14 ação civil pública com pedido liminar contra o Município de Laje para garantir a reestruturação do Conselho Tutelar da cidade. A ação, de autoria do promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento Amado, foi ajuizada após serem identificadas irregularidades na unidade em inspeção realizada no Conselho no dia 4 deste mês, dentro da ação simultânea em todo estado o “MP Vai ao CT”. 

Entre os problemas identificados estão a ausência de salas reservadas para atendimento individualizado de crianças e adolescentes, falta de espaços administrativos e para os conselheiros tutelares, além de condições inadequadas de conservação, higiene, ventilação, iluminação, privacidade e segurança. Também foi verificada a inexistência de acessibilidade para pessoas com deficiência e o compartilhamento da sede do Conselho Tutelar com uma escola, situação que, segundo o promotor de Justiça, compromete a autonomia funcional do órgão. 

O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento explicou que, diante das irregularidades e da sistemática recusa do Município em responder a solicitações do Ministério Público, o ajuizamento da ação foi necessário para que medidas sejam adotadas de modo a garantir os recursos necessários ao funcionamento do órgão. A ação aponta a insuficiência de equipamentos e mobiliários, além da falta de internet adequada e o não preenchimento de forma regular do Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia), ferramenta obrigatória para registro e acompanhamento dos atendimentos realizados pelo órgão. Outro ponto destacado na ação refere-se à ausência de capacitação continuada dos conselheiros tutelares e à desatualização da legislação municipal em relação às normas estabelecidas pela Resolução nº 231/2022 do Conanda.

“Além disso, o Conselho Tutelar não participa da elaboração da proposta orçamentária do Município e não possui plano de fiscalização das entidades de atendimento à infância e juventude”, ressaltou o promotor de Justiça. Na ação, o MPBA requer que a Justiça determine, em caráter liminar, que o Município providencie um imóvel adequado para funcionamento do Conselho Tutelar, com salas reservadas para atendimento ao público, atendimento individualizado com recursos lúdicos, espaços administrativos e acessibilidade.

O MPBA também pede o fornecimento de computadores com internet banda larga, impressoras, mobiliário, telefone e veículo para diligências; a garantia de acesso pleno ao Sipia; a elaboração de cronograma permanente de capacitação dos conselheiros tutelares; o encaminhamento de projeto de lei para atualização da legislação municipal; e a apresentação, no prazo de 180 dias, de relatório detalhado das providências adotadas e da previsão orçamentária correspondente.

MP Vai ao CT

O ‘MP Vai ao CT’ consiste em uma iniciativa concentrada, que integra o projeto ‘Infância em Primeiro Lugar’ e tem como objetivo fortalecer a atuação do Conselhos Tutelares. Nas últimas duas semanas, mais de 200 promotores de Justiça acompanhados de servidores realizaram visitas técnicas nos  CTs da Bahia para intensificar o diálogo, conhecer de forma mais próxima a realidade e verificar as condições de funcionamento, estrutura e eventuais necessidades desses órgãos, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes. As soluções para irregularidades e problemas encontrados estão sendo buscadas por meio da interlocução com os Municípios, adotando-se prioritariamente medidas extrajudiciais de composição, ingressando-se com as ações judiciais pertinentes, nos casos em que não seja possível conciliação.

 

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