A operação JANO, que significa o poder em relação aos recomeços e mudanças, seguiu todos os protocolos e cuidados estabelecidos pelas autoridades de saúde e sanitárias para evitar o contágio pela COVID-19. Com a Operação foi possível visualizar com mais detalhes a estrutura física e de segurança dentro dos pátios, onde foram realizadas fotos de pontos sensíveis para que a Direção do CPJ seja assessorada no sentido de planejar pequenas e pontuais reformas, garantindo com isso uma melhor segurança para o interno e para o servidor plantonista, oferecendo condições dignas a pessoa presa no cumprimento de sua pena e principalmente preservar os direitos e a dignidade do indivíduo encarcerado.
Durante a operação foi realizada a busca e coleta de dados e materiais ilícitos e não permitidos, onde foram apreendidos diversas armas brancas, drogas e aparelhos de telefonia móvel. Todo o material foi catalogado e apresentado na 9ª COORPIN, que adotará as medidas cabíveis. Após a retirada deste material que estava em poder dos internos, reduziram as ações criminosas extramuros como extorsão, furtos, roubos, homicídios e ameaças, conforme confirmado pelas autoridades policiais locais.
O trabalho de revistas no CPJ foi intensificado devido a informações de possíveis motins e fugas, após a implantação de novos procedimentos de segurança na unidade prisional, que somadas às ações de prevenção e de ostensividade refletem na redução da criminalidade nas ruas.
No dia 09 de junho de 2021 iniciou-se a Operação JANO, onde foram realizadas buscas em celas e revistas estruturais nos módulos de vivência da unidade prisional com a participação de Policiais Penais das unidades prisionais de Jequié, Ilhéus e Vitória da Conquista, com o apoio do 19º Batalhão da PM e da CIPE Central. A operação obteve como resultado a apreensão e retirada de grande quantidade de aparelhos celulares, drogas e armas brancas, além da retirada de grande estoque de alimentos que fragiliza a segurança da unidade prisional e favorece a manutenção de crises penitenciárias como os motins.
Como retaliação às ações na unidade, na tarde do 01 de julho, os internos do módulo de vivência presídio 1 se amotinaram e causaram a morte do interno THIAGO FONSECA ARAÚJO por espancamento. O motim foi controlado com o apoio da CIPE Central e os internos identificados como liderança negativa transferidos. Em virtude da depredação do patrimônio, o módulo de vivência foi desativado, encontrando-se atualmente a unidade prisional em estado de alerta e com restrições decorrentes das ações de segurança.
Na manhã desta segunda-feira, dia 05 de julho, houve novo motim com agressões perpetradas por internos do módulo penitenciária 2 contra os servidores e contra a Polícia Militar. O motim foi controlado com o uso da força policial.
A direção da unidade prisional se reuniu com a Defensoria Pública, OAB e Pastoral Carcerária que adentraram à unidade para avaliação da situação e tomada de decisões. Os presos foram ouvidos em suas reivindicações pelas autoridades. A unidade permanece em estado de alerta.
Os familiares dos internos podem obter informações na portaria da unidade prisional ou através dos telefones 73 3525-9933 ou 73 99962-9302 via whatsapp.

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