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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
ALIADO DE ACM NETO NA BAHIA, CIRO NOGUEIRA TERIA RECEBIDO ‘MESADA’ DE ATÉ R$ 500 MIL, APONTA PF
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ALIADO DE ACM NETO NA BAHIA, CIRO NOGUEIRA TERIA RECEBIDO ‘MESADA’ DE ATÉ R$ 500 MIL, APONTA PF

Segundo a investigação da PF, mensagens encontradas pelos agentes indicam discussões sobre valores supostamente pagos ao parlamentar.

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A Polícia Federal apontou que o senador Ciro Nogueira, um dos principais aliados de ACM Neto na Bahia, teria recebido pagamentos mensais recorrentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero.

Ciro tem forte influência nas articulações políticas do Progressistas na Bahia e foi responsável por dar aval à composição que colocou o prefeito Zé Cocá como nome ligado ao grupo político de ACM Neto. O senador também mantém proximidade com Cacá Leão e outras lideranças da oposição baiana.

Segundo a investigação da PF, mensagens encontradas pelos agentes indicam discussões sobre valores supostamente pagos ao parlamentar. Em um dos diálogos citados no relatório aparece a frase: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, interpretada pelos investigadores como referência a uma suposta “mesada”.

 

Banco Master

 

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, que determinou buscas e apreensões contra o senador nesta quinta-feira (7). De acordo com a Polícia Federal, Ciro Nogueira teria utilizado o mandato parlamentar para defender interesses do Banco Master em Brasília. Entre os pontos investigados está uma emenda apresentada pelo senador à PEC da Autonomia Financeira do Banco Central.

A proposta previa aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), medida considerada estratégica para beneficiar bancos médios como o Master.

 

Daniel Vorcaro

 

Os investigadores afirmam que o texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do banco antes de ser entregue ao senador. Conversas interceptadas mostram Daniel Vorcaro comemorando a proposta e afirmando que o projeto “saiu exatamente como mandei”.

A PF também cita supostos pagamentos de despesas pessoais, hospedagens de luxo, restaurantes de alto padrão e viagens internacionais atribuídas ao senador.

Segundo a decisão do STF, os elementos reunidos reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações e adoção de medidas cautelares para evitar ocultação de provas entre os envolvidos.

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