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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026
Após morte dentro do presidio de Jequié familiares fazem manifestação cobrando  da direção informações sobre os detentos.

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Após morte dentro do presidio de Jequié familiares fazem manifestação cobrando da direção informações sobre os detentos.

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Familiares de detentos do Conjunto Penal de Jequié, realizaram uma manifestação em frente a unidade prisional na tarde desta sexta-feira 2 de julho, data em que se comemora a Independência da Bahia. A imprensa local foi solicitada para apoiar o movimento que pede informações sobre a situação dos presos, e o motivo que tem levado a direção do CPJ a realizar constantes revistas as celas, em especial nesta semana.

O repórter Tatu da 93 FM, ouviu aos familiares dos presos, e estes demostraram preocupação, principalmente após o anuncio da morte de um dos detentos, na quinta-feira. À reportagem foi dito que nem os advogados estão tendo acesso as informações.

Durante a manifestação a PM foi solicitada e um familiar falou que pelo menos 40 polícias estão sendo empregados nas revistas “baculejos”.

O diretor da unidade, Major PM João Henrique, disse aos familiares que depois da morte, os internos do Presidio I, iniciaram um motim, que foi debelado pela unidade. “Depois desse início de motim, a gente retirou os presos do módulo, que está todo danificado, e distribuímos os presos, em média 60 presos, pelos demais módulos”. “Já os presos da penitenciária II, se recusam a fechar as celas da cadeia, então tivemos que pedir o apoio da Polícia para fechar a cadeia, então eles (PM) estão fazendo esse procedimento de abertura e fechamento da celas, por isso vocês viram agora há pouco a Polícia Passando”. Explicou! E seguiu o dialogo dizendo: “nenhum preso sofreu agressão, nem um preso foi baleado, a partir da segunda feira se os senhores, as senhoras, quiserem pedir aos advogados que venham a unidade”. Sendo interrompido com o questionamento de um familiar, que disse ter tomado conhecimento a partir de informações de um advogado, de que os presos estariam machucados, sendo torturados, alertando que cada preso que ali estar é responsabilidade do Estado.

Tomando a fala o Major Henrique, voltou a afirmar que na segunda-feira 5 de julho, tanto Defensoria, Ministério Público, Judiciário, órgãos que tem acesso livre à unidade poderão ser acionados pelos manifestantes. Há quatro anos à frente da unidade na condição de Diretor, João Henrique alegou que no período nunca teve nenhum problema de maus tratos na unidade. Ao final o Major disponibilizou o contato de WhatsApp da unidade para que os familiares busquem informações individuais de cada preso.

Uma das manifestantes pediu que o diretor para que ele relatasse a situação de momento dos internos. O diretor afirmou que nenhum preso está machucado, nem nenhum preso passando fome, a rotina de atendimento segue normal, o que foi feito foi a mudança de pátio. Revelando que sete presos acusados do homicídio foram transferidos para o Presidio de Vitória da Conquista, na quinta 01 de julho. Autorizando que uma funcionária passasse pelo interfone a relação dos nomes dos presos transferidos. E que ele mesmo vai entregar em contato com a Defensoria Pública, solicitando uma visita ao Conjunto Penal.

 


 

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