“Todas as nossas ações são pensadas para a coletividade e baseadas no conceito de sustentabilidade. Então nossa intenção é realizar projetos que sejam capazes de gerar resultados para o futuro. Queremos deixar um legado”, diz Valéria Rocha, analista de relacionamento com a comunidade.
Uma das pessoas que comemora a parceria é Jalmirêde dos Anjos Correia, enfermeira e coordenadora do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de Maracás. A instituição atende mais de 3.700 pacientes, oriundos dos bairros de Maracaisinho, Irmã Dulce, Ayrton Senna, Jiquiriçá, Pé de Serra, Nair Morbeck e Porto Alegre. Graças ao apoio da companhia, tem sido possível viabilizar campanhas como o Janeiro Branco, dedicado à saúde mental, e o Agosto Lilás, que promove o combate à violência contra a mulher.
“Precisamos entender que a questão da saúde mental atinge a todos e não é dever somente do estado”, observa Jalmirêde, que destaca “empatia” e “solidariedade” como palavras-chave das ações sociais praticadas pela Largo Resources | Vanádio de Maracás. A enfermeira também lidera um grupo de mulheres que participou de um curso de elaboração de projetos, também promovido pela empresa. “Muitas sofrem violência e não conseguem sair de relacionamentos abusivos, então o índice de adoecimento é altíssimo. Essa capacitação é uma forma de dar empoderamento”, avalia a enfermeira.
Empreendedorismo – Outro projeto que estimula o empreendedorismo feminino é o Mulheres Ativas, da localidade de Pé de Serra, que tem equipamentos e insumos fornecidos pela Largo Resources | Vanádio de Maracás. A iniciativa beneficia um total de 110 mulheres com oficina de saboaria artesanal e curso de corte e costura gratuitos. Um dos impactos positivos é percebido desde o início da pandemia, quando foi iniciada a confecção de máscaras de TNT para proteção contra o coronavírus. A produção, que chega a 3.500 unidades por semana, é totalmente financiada pela empresa, que as distribui gratuitamente para profissionais de saúde e moradores de comunidades vizinhas.
O curso já avançou para conhecimentos sobre tipos de tecido, cortes e moldes. Mas isso é só o começo. “O objetivo não é simplesmente aprender a costurar. A maioria das mulheres tem baixa escolaridade e pouca renda. A ideia é fundar uma cooperativa para que elas possam comercializar e dividir os lucros. Temos vários planos para o futuro”, anima-se Iriene Lima de Almeida, coordenadora do projeto e ex-presidente da Associação de Moradores.
O desenvolvimento da agricultura familiar também integra as ações da empresa. José Oliveira de Souza, mais conhecido como Zé da Balsa, fala sobre o desenvolvimento da atividade em Porto Alegre desde que a companhia se tornou parceira da comunidade. De 2018 para cá, os agricultores da comunidade passaram a plantar milho para a produção de silagem, processo que tritura o cereal inteiro para a produção de ração animal. Para isso, contam com a ajuda de equipamento adequado e suporte técnico, oferecidos pela empresa.
“Antes a gente plantava só melancia e tinha muita praga, então tomávamos muito prejuízo. Agora a gente tem uma alternativa”, conta Zé da Balsa, liderança do projeto Liga do Campo. “E também temos o suporte técnico de um agrônomo profissional, que nos orienta. Com isso, já estamos estudando a possibilidade de desenvolver outras culturas”, revela. A Liga do Campo inclui, ainda, os projetos Abelha Rainha e Feira da Agricultura Familiar. Também fazem parte da Liga Social o programa Cultura e Qualidade de Vida, que engloba projetos como o Viver Bem e o Jequiriçá, voltados para a prática esportiva.
De acordo com Valéria Rocha, isso é só o início de um trabalho que ainda tem muito a realizar. “Após o curso de elaboração de projetos, nossa intenção é lançar um edital para apoiar iniciativas locais com ainda mais transparência, a partir de votação pública. E já estamos em fase de planejamento para o ano que vem”, revela. Assim, a Largo Resources | Vanádio de Maracás segue investindo no presente para continuar colhendo os frutos junto com a comunidade no futuro.

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