No decorrer das investigações, foram constatados 420 benefícios fraudulentamente obtidos, os quais geraram um prejuízo de cerca de R$ 60 milhões (valores já sacados) ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Estima-se que o prejuízo evitado, levando-se em conta os valores que continuariam sendo pagos aos beneficiários, seja de aproximadamente R$ 100 milhões.
O esquema delituoso investigado:
Os expedientes usados pelo grupo criminoso para ludibriar o sistema previdenciário eram variados e, na maior parte dos casos, visavam garantir o pagamento de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) a pessoas fictícias, no caso, idosos existentes apenas documentalmente.
A ORCRIM agia, essencialmente, nos seguintes moldes:
1º) Aliciando idosos no sentido de se disporem a figurar como pessoas que, em tese, poderiam ter direito aos benefícios;
2º) Fornecendo documentos de identidade falsos para esses idosos (as fotos dos idosos eram coladas em tais documentos);
3º) Instruindo os processos administrativos de concessão de benefícios com os documentos falsificados;
4º) Orientando os idosos a comparecerem nos bancos para efetuar os saques dos benefícios;
Os investigadores verificaram que uma única idosa arregimentada pela ORCRIM fez uso de 31 documentos de identidade falsos e, com base neles, recebeu 31 Benefícios de Prestação Continuada.
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