Foi protocolado no dia 7 de abril de 2025 o Projeto de Lei que propõe o tombamento da planta Dalbergia ecastaphyllum, popularmente conhecida como rabo-de-bugio. A espécie é fundamental para o bioma local, especialmente os manguezais, onde exerce papel crucial na proteção ambiental, alimentação da fauna nativa e fornecimento da resina utilizada pelas abelhas na produção da própolis vermelha — considerada a mais rara e valiosa do mundo. Canavieiras, estado da Bahia ao lado de uma região específica do estado de Alagoas, figuram como únicos lugares do planeta onde essa própolis é produzida de forma natural. A resina extraída da Dalbergia ecastaphyllum também serve de abrigo e alimento para o besouro Agrilus propolis, uma espécie descoberta em 2019 por pesquisadores do Museu de Zoologia (MZ) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), ambos da USP. O estudo, publicado na revista The Science of Nature, revelou que a resina vermelha é, na verdade, uma reação de defesa da planta contra esse besouro — até então desconhecido pela ciência.

Leia a matéria completa: Descoberta de nova espécie de besouro esclarece o mecanismo biológico por trás da própolis vermelha – Jornal da USP O Projeto de Lei surgiu a partir da iniciativa do advogado e empresário Dr. Albertto Barreto, recém-chegado a Canavieiras, que se inquietou com a falta de reconhecimento nacional da própolis vermelha produzida no município. Unindo sua experiência jurídica nas áreas pública e empresarial e seu amor pela cidade, ele contribuiu diretamente para a proposta, com foco na preservação da Dalbergia e na valorização desse produto natural que gera renda e promove a conservação ambiental. “Quando houver interesse em preservar, cuidar da natureza e promover o desenvolvimento, podem contar com meu apoio. E isso encontrei no vereador Freitas Cosme, cuja seriedade e compromisso com o crescimento sustentável de Canavieiras são admiráveis”, declarou Dr. Barreto. O projeto representa um passo importante para a preservação do meio ambiente e para o fortalecimento da economia local, reconhecendo a relevância da biodiversidade de Canavieiras e o potencial único da própolis vermelha.
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