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Sexta-feira, 03 de Julho de 2026
“A corrupção rouba o ideal da democracia”, diz Eliana Calmon

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“A corrupção rouba o ideal da democracia”, diz Eliana Calmon

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“A corrupção rouba o ideal da democracia”. A observação é da candidata ao Senado pelo PSB, Eliana Calmon. A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça disse que a falta de seriedade com que os políticos tratam a coisa pública acabou causando uma grande insatisfação na população, que responde mostrando-se indiferente às eleições e prometendo votar em branco ou nulo. Segundo a ministra, a corrupção funciona como uma teia, formada também por uma rede de intrigas que se realimenta. “É visível que a sociedade clama por mudanças”. Eliana Calmon disse que se sente satisfeita por ter entrado na campanha após uma vida inteira dedicada às ações do judiciário, e ver de perto a verdadeira situação da população. “Estive no final de semana em Arraial d’Ajuda. O ponto turístico está ótimo, mas fiquei indignada com a situação da periferia, com esgotos a céu aberto, lama, obras de escolas e postos de saúde inacabadas, esse é o retrato da desigualdade no nosso Estado”. Eliana Calmon contou um pouco de sua trajetória no judiciário, do tempo em que exerceu a função de corregedora do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e das ações que dirigiu contra a corrupção em diversos Estados. “Sofri perseguição, pressão, mas por clamor da sociedade continuei na função. A ministra também criticou a falta de renovação no Poder Judiciário. “A cúpula está envelhecendo e as práticas são ainda antigas. Seria preciso uma renovação geral para oxigenar e tirar os pré-históricos que nada acrescentam. O Judiciário deveria se desaliar com o poder e se aliar com a Nação. Os juízes não são empregados do Estado, são empregados da Nação”. Ela explicou também porque mesmo sendo nova na política decidiu justamente tentar uma vaga de senadora. Segundo Eliana Calmon, se chegasse à Câmara Federal como deputada, teria a concorrência direta de outros 512 parlamentares. No Senado, explicou, são 81 senadores, sendo que “metade não quer aparecer e boa parte tem participação mínima. Lá posso ter voz ativa na tribuna, denunciando os desmandos e servindo como canal direto com a mídia. O Senado tem uma função importante, que é fiscalizar as contas públicas e o Governo” (Politica Livre)
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