“Pedi que entre com uma queixa-crime, contra o superintendente [da Sucom], para que responda pela violação da democracia e da liberdade de expressão”. Foi dessa forma que o candidato ao governo da Bahia pelo PT, Rui Costa, disse, em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5 sobre a judicialização do impasse entre a chapa liderada por ele e a gestão municipal, no que tange a retirada de blimps dos candidatos, da capital. “O superintendente da Sucom estava agindo de forma ilegal, arbitrária. A Legislação é clara: não cabe ao município. Quem tem de fiscalizar é o juiz eleitoral e não a Sucom. Ela estava agindo como polícia política. A democracia e a liberdade vieram para ficar na Bahia. A Bahia autoritária e arcaica está no passado. O povo baiano não aceita mais isso. Não vamos admitir qualquer comportamento que relembre o passado, quando as pessoas usavam agentes públicos para rasgar os matérias de publicidade dos adversários”. Sobre o imbróglio entre governo do Estado e prefeitura de Salvador acerca da licitação de ônibus da capital, o postulante disse não estar acompanhando de perto mas, discorda da condução do processo. “Tem várias prefeituras que fazem licitação para que o povo tenha o melhor serviço e paguem a menor tarifa. A prefeitura está fazendo o contrário. A licitação é para quem botar mais dinheiro no caixa da prefeitura. Nós não concordamos que o povo pobre possa servir de caixa para a prefeitura”, acusou e continuou: “Nós já temos o aumento do IPTU, pagamento do foramento, vi circular na internet uma lista nova de radares, também para fazer caixa... Os radares em outras cidades ficam à vista. A função não é de arrecadar é educativa para que o motorista reduza a velocidade. Mas, aqui a função é menos de educar e mais de arrecadar”, criticou. Ainda sobre a licitação do transporte público, Costa disse que “desde que a atual administração [de ACM Neto] entrou tive um bom diálogo com o anterior secretário da Casa Civil. Mas, o secretário de Transportes, tanto o anterior como atual, estão mais preocupados com a política partidária do que com a de gestão. É uma questão menos da forma e mais de conteúdo. Temos que pensar menos em partidarização e mais em gestão”.

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