Valmir Costa recebeu a doação do primeiro capacete. O pescador tem 65 anos, pedala desde os 15 anos de idade, nunca tinha usado um capacete, é responsável pelo sustento da família. O critério na abordagem e escolha desse ciclista, foi o estado de sua bicicleta barra forte – bastante enferrujada e remendada. Hoje, não sabe ler direito e tem problema na visão, é acometido por catarata. Transporta em um isopor no fundo da bicicleta o que consegue pescar no Rio de Contas ou na Barragem de Pedral em Jequié, na Bahia. Costa é morador de um bairro popular (operário), denominado KM 3.
Dado Galvão é ciclista e realiza ações de incentivo ao uso da bike em sua cidade. Galvão é documentarista e morador de Jequié (BA), município que tem 160 mil habitantes, localizada no interior baiano, fica distante aproximadamente 400 quilômetros de Salvador.
Galvão é fundador do movimento Ciclo-Olhar, composto por ciclistas de vários locais do Brasil que fotografam momentos de lazer e do cotidiano, sempre com o apoio da bicicleta. Ele recebe as fotos, e então publicadas no perfil do Instagram Ciclo-Olhar.
“É este ciclista que queremos atingir com as doações e ao mesmo tempo conscientizá-los da importância do uso do capacete e acessórios como sinalizadores, luvas, sapatos para que pedalem com segurança e dignidade independente do modelo ou valor da bicicleta, seja para o lazer ou para o trabalho. É uma ação do nosso movimento na construção de uma mobilidade mais humana e fraterna na nossa Casa Comum”, explica o documentarista e autor da iniciativa.
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